terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O inesquecível e surpreendente 2011 da Amazon

Um ano para não se esquecer jamais. Assim foi 2011 para a Amazon. Não que a empresa já não fosse uma gigante do mercado norte-americano, mas o lançamento da série de e-books Kindle e o seu primeiro tablet, Kindle Fire, elevaram a companhia a um outro patamar. Agora ela não apenas vendem e entregam produtos dos outros, como também criaram sua própria marca de eletrônicos – que já é um sucesso.

Bastaram cinco dias após o anúncio do Kindle Fire para já serem encomendados mais de 250 mil tablets. No especial de vendas americano "Black Friday", o tablet, foi o mais vendido de toda a loja online – deixando no chinelo nomes mais conhecidos como o iPad e o Samsung Galaxy Tab.

Kindle Fire, o queridinho do ano da Amazon. (Foto: Divulgação)

Mas não foi somente neste mercado que a Amazon entrou forte em 2011. Os serviços online prestados pela companhia também se multiplicaram. É verdade que em abril tanto sucesso parecia uma realidade distante, já que ela passou por dificuldades em seus servidores, deixando fora do ar por algum tempo sites como Hootsuite, Reddit e Foursquare. No entanto, o investimento em diversos tipos de atrativos para os consumidores acabou compensando esta falha.

Nasceu o Amazon Deals, app para dispositivos móveis que monitora toda a página, o serviço de armazenamento e reprodução de arquivos em nuvem, com o Amazon Cloud e o Amazon Cloud Player, além de serviços de moda, viagem e até mesmo locação de filmes online. Sem falar na loja de aplicativos para Mac.

Com tudo isso, os resultados não poderiam ser diferentes: o mais rápido crescimento da história da empresa: 51% de aumento na receita adquirida no segundo trimestre de 2011, comparado com o de 2010, alcançando US$ 9,9 bilhões de dólares, o que gerou uma alta de 12% no valor das ações da Amazon na bolsa americana.


Com a entrada de novos consumidores, os chamados "consumidores 2.0", que são os verdadeiros consumidores de "produtos" virtuais, o crescimento do consumo na Web ainda se mostra tímido em relação do consumo que iremos presenciar em 2020, por exemplo. A palavra de ordem para este tipo de aquisição é "parcimônia" ou seja, lembram da Curva de Gaus? Então em utilização de produtos eletro-eletrônico o ideal é você evitar ser o primeiro e o último a adquirir estes produtos tecnológicos.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Descubra quantos escravos trabalham para você


Mesmo que você compre em empresas que procuram manter o controle do impacto ambiental, não é nada fácil ser um consumidor responsável hoje em dia. Afinal, quem você acha que desenterra os minerais do seu smartphone ou colhe o algodão para a sua camiseta?

Pensando nisso, um novo site (que é também aplicativo para celular) determina a quantidade de trabalho forçado que você utiliza com base nos alimentos que você come e nos produtos que compra. O SlaveryFootprint consegue identificar o número de escravos que tiveram que trabalhar para você poder consumir observandoas regiões onde o trabalho forçado é usado na produção dos bens.

O projeto utiliza um complexo algoritmo para calcular esse número com base em questões sobre seu estilo de vida e hábitos de consumo. Você irá responder questões como quantas joias possui, se é nerd geek ou viciado em música, se tem remédios no armário e até mesmo se já pagou por sexo.


O Slavery Footprint possui um banco de dados com informações sobre mais de 400 produtos divididos em suas matérias-primas. Nesse banco, cada produto possui uma pontuação – e o número de trabalhadores escravos utilizados. Assim que descobrir o número de pessoas que você escraviza, dá para divulgar nas redes sociais e convidar amigos e parentes para descobrirem também.

O aplicativo também está disponível para celulares Android e iPhone. A iniciativa foi desenvolvida em parceria entre a ONG Call+Response e o Departamento de Estado para Monitoramento e Combate ao Tráfico de Pessoas dos EUA.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Futuro da Coreia do Norte é tão obscuro quanto o novo líder


Do filho caçula, escolhido como sucessor de Kim Jong-Il, não sabe nem a idade


A dificuldade de consenso em torno de Kim Jong-un se deve, principalmente, à falta de informações mais básicas a seu respeito. "Se nem sua idade sabemos ao certo, quanto mais o grau de preparação que ele tem para governar. Ele pode ou não estar intimamente envolvido nas questões políticas do país, tanto ao lado dos apoiadores do pai, quanto dos países amigos. É tudo pura especulação", afirma Masieiro. "Não temos qualquer conhecimento sobre os pensamentos de Kim Jong-un. Mas, aparentemente, ele não está preparado para assumir o poder: além de não ter carisma, parece não ter liderança política", completa Altemani. Por isso, o mais provável é que o jovem - que, até onde se sabe, tem menos de 30 anos - precise do respaldo de algum político para conseguir governar. Um dos mais cotados para ser seu "conselheiro" é Jang Song-Thaek, cunhado de Kim Jong-Il e vice-presidente da poderosa Comissão de Defesa Nacional. "Ele já vem coordenando a política norte-coreana através dos laços de amizade que mantinha com Kim Jong-Il. No entanto, o Exército também deve ter grande influência no mandato do sucessor", ressalva Masieiro.

Confira a árvore genealógica da família Kim:
Getty Images
Criança desnutrida recebe ajuda humanitária na Coreia do Norte
Criança desnutrida recebe ajuda humanitária
Instabilidade - Com experiência ou não, a tarefa que Kim Jong-un tem pela frente não é nada fácil. A Coreia do Norte enfrenta problemas de fome contínua e crise econômica desde o início na década de 1990, quando a China e a União Soviética estabeleceram relações com a Coreia do Sul e assumiram o compromisso de cessar o apoio a Pyongyang. "O regime norte-coreano não respondeu com transformações, mas isolamento. E usou o seu secreto programa nuclear como moeda de chantagem e negociação", lembra Henrique Altemani. E depois da Guerra Fria, o quadro só piorou, com a perda de todo o mercado. "Até a década de 1970, a economia do país era mais desenvolvida do que a da Coreia do Sul", salienta o professor.
Desde aquela época, dois fatores atrapalham o avanço da Coreia do Norte. Um deles é a falta de vontade do próprio regime em flexibilizar o sistema politico interno. Em 2002, um passo foi dado para a abertura econômica: a Coreia do Norte se mostrou disposta a adaptar seu sistema nos moldes das reformas chinesas de modernização. Porém, o sistema político continuou intacto. Com a morte de Kim Jong-Il, esse quadro pode mudar, mas vai depender das disputas políticas pelo poder. "A família do ditador, o Partido Trabalhista ou as Forças Armadas não deram qualquer sinalização de que pretendem mudar algo", aponta Altemani. Outro entrave é a ausência de vontade política internacional em cooperar com o país. "Com a crise financeira internacional, essa atitude dos países estrangeiros deve permanecer. O alto custo que envolve essa ajuda não lhes interessa", avalia o especialista.
Programa nuclear - A cooperação econômica internacional com a Coreia do Norte está quase sempre condicionada à promessa de abandono das relações nucleares, em troca da importação de grãos, por exemplo. Mas, desde que Lee Myung-Bak assumiu a Presidência do Sul, em 2008,as relações entre as Coreias estão cada vez mais tensas. Neste ano, Pyongyang se mostrou disposta a retomar o diálogo em troca de ajuda externa, mas agora, com a troca de poder no país, abriram-se novas incertezas sobre a "desnuclearização" do regime. "O único trunfo politico da Coreia do Norte é sua possível 'ameaça nuclear'. Se o programa for descontinuado, a Coreia do Norte perde uma grande ferramenta de negociação. O interesse continuará em transformar ameaças em cooperação", explica Altemani.
"É uma poderosa ferramenta de barganha, garantida pelo sigilo do programa nuclear do país e usada para acertos de contas históricos", acrescenta Gilberto Masiero, destacando que, mesmo que o novo líder tente chegar a uma solução, as negociações de paz das quais participam seis países - Coreia do Norte, Coreia do Sul, Japão, China, Estados Unidos e Rússia - dificilmente chegarão a um acordo rapidamente. "Esta é uma questão que deve ser resolvida internacionalmente e depende de interesses muito diversos. Por mais que a Coreia do Norte dê sinais de que quer dialogar, qualquer decisão que beneficie EUA e Coreia do Sul complicaria suas relações com China e Rússia. Quase 60 anos de tentativa de acordo não serão resolvidos em 5", enfatiza.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Redes sociais


Príncipe saudita investe 300 milhões de dólares no Twitter 

Alwaleed bin Talal é considerado um dos homens mais ricos do planeta

O príncipe saudita Alwaleed bin Talal e sua esposa, a princesa Amira
O príncipe saudita Alwaleed bin Talal e sua esposa, a princesa Amira (Oli Scarff/Getty Images)
Um dos homens mais ricos do mundo, o príncipe saudita Alwaleed bin Talal anunciou nesta segunda-feira que sua empresa investirá 300 milhões de dólares no Twitter.  O aporte é resultado de meses de negociação, informou um comunicado oficial da Kingdom Holding Company, uma das maiores empresas da Arábia Saudita. A companhia de investimento costuma aplicar capital em diversas áreas, como bancos, telecomunicações, mídia, entretenimento, saúde, tecnologia, agricultura e turismo. Esta é a primeira vez, contudo, que a empresa aposta suas fichas em uma rede social.
A KHC é uma das principais acionistas do Citigroup e detém participações em outras grandes empresas de tecnologia, como Apple, News Corp, Amazon, Compaq, eBay e Motorola. "O investimento no Twitter reafirma nossa habilidade em identificar oportunidades adequadas em setores promissores e em empresas de alto crescimento e grande impacto global", disse o príncipe num comunicado. O Twitter permite aos usuários postar mensagens de até 140 caracteres e tem sido apontado como fator influente em manifestações como as que originaram a chamada Primavera Árabe neste ano.

Ditador norte-coreano Kim Jong-Il morre de ataque cardíaco

No atual tour internacional, Kim Jong-il passou por Rússia e China, com discursos similares
No atual tour internacional, Kim Jong-il passou por Rússia e China, com discursos similares (Dmitry Astakhov/EFE)


O tirano tinha 69 anos e uma saúde fragilizada, por isso preparava seu filho Kim Jong-un para a sucessão - confirmada nesta segunda-feira pela televisão estatal

Um ataque cardíaco matou o ditador norte-coreano Kim Jong-Il, aos 69 anos, na manhã do último sábado (noite de sexta-feira no Brasil). A notícia foi mantida em sigilo pelo governo até a madrugada desta segunda-feira, quando uma apresentadora de TV fez um anúncio emocionado citando "fadiga física". A imprensa estatal de Pyongyang não informou imediatamente a causa da morte, mas a Agência Central de Imprensa Coreana (KCNA) divulgou pouco depois que ele sofreu um "infarto do miocárdio severo e uma crise cardíaca" quando viajava de trem em um de seus deslocamentos habituais para fora da capital. No domingo o corpo passou por uma necropsia.
Assista, no vídeo abaixo, ao anúncio da morte do ditador:
O funeral está marcado para o dia 28 de dezembro, em Pyongyang, e o período de luto foi declarado de 17 a 29 de dezembro. O tirano já tinha uma saúde fragilizada, que se agravou em 2008, quando sofreu um derrame. Por isso, ele já vinha preparando há mais de um ano o filho caçula Kim Jong-un para assumir seu lugar. A sucessão foi confirmada nesta segunda pela televisão estatal. A KCNA pediu à população que reconheça o jovem de 27 ou 28 anos, como o novo chefe de estado norte-coreano.
Kyodo/Reuters
Kim Jong-Il já preparava o filho para sucessão
Kim Jong-Il e o filho caçula
"Todos os membros do Partido (dos Trabalhadores), os militares e o povo devem seguir fielmente a autoridade do camarada Kim Jong-un e proteger e reforçar a frente unida do partido, do Exército e da cidadania", afirma uma nota da KCNA."Temos que transformar esta tristeza em valor sob a direção de Kim Jong-un e temos que lutar para que a grande revolução tenha êxito neste momento difícil", acrescenta o documento, que afirma ainda que "o comando de Kim Jong-un é seguro e definitivo para cumprir a revolução e a brilhante sucessão".
Kim Jong-Il também herdou o poder, em 1994, após a morte de seu pai, Kim Il-Sung, fundador da República Democrática da Coreia do Norte, instaurando assim a primeira dinastia comunista da história, na qual imperam o culto à personalidade, a censura, as execuções e as prisões arbitrárias. O corpo dele será enterrado junto ao do pai, no Palácio Memorial de Kumsusan, um dos pontos mais emblemáticos do país.
Kyodo/Reuters
Norte-coreanos choram ao saber da morte do ditador
Norte-coreanos choram a morte do ditador
Alerta - O anúncio da morte de Kim Jong-Il disparou alertas na região e em todo o mundo. Os presidentes dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, Barack Obama e Lee Myung-Bak, conversaram por telefone e concordaram em reforçar a cooperação em termos de segurança. "O presidente (Obama) reafirmou o forte compromisso em favor da estabilidade da Península Coreana e da segurança de nosso aliado, a República da Coreia", afirma um comunicado da Casa Branca. "Os dois líderes concordaram em permanecer em contato estreito para acompanhar o desenvolvimento dos acontecimentos. Decidiram ordenar a suas equipes de segurança nacional que continuem em estreita coordenação", completa a nota.
Lee Myung-Bak pediu aos sul-coreanos que mantenham a calma após o impacto provocado pelo anúncio da morte do ditador norte-coreano. "O presidente Lee pede à população que siga com suas atividades habituais sem alvoroço", declarou um alto representante da presidência. O exército do Sul colocou suas tropas em alerta na fronteira com o vizinho do Norte, mas até o momento não foi detectada nenhuma atividade fora do comum. O governo de Seul ainda convocou em caráter de urgência um Conselho de Segurança Nacional.Coreia do Sul e Coreia do Norte continuam tecnicamente em guerra desde o conflito de três anos entre os dois países, que acabou com um armistício em 1953.
Leia no blog de Reinaldo Azevedo:
"Trata-se de uma dos países mais miseráveis do mundo - em contraste com a rica Coreia do Sul -, porém com um Exército regular de mais de um milhão de homens e pelo menos 4 milhões de reservistas. Mais: embora boa parte dos 23 milhões de coreanos passe por terríveis privações - há relatos de canibalismo em áreas rurais -, trata-se de um país 'nuclear'. Eles têm a bomba."
Leia na coluna de Caio Blinder:
"Já a morte do tirano norte-coreano, como a de um Stálin ou um Saddam Hussein, não merece lamentos. Não vamos chorar, como a apresentadora da TV que fez o anúncio do falecimento, mas vamos expressar preocupações sobre o futuro do país e da península coreana."
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