quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Quem cuidará das mídias sociais nas empresas?


“Mudou o jogo na comunicação entre empresas, clientes e governo”, afirmou o diretor-geral da comScore Brasil, Alex Banks, durante o Digital AGE 2.0 2011. As empresas já descobriram que as mídias sociais permitem maior interatividade e comunicação direta com o consumidor. Ao mesmo tempo é um instrumento importante no relacionamento com fornecedores e públlico.
Segundo estudo recentemente divulgado pela empresa de pesquisa GfK, 43% dos brasileiros costumam usar mídias sociais como Orkut, Facebook, Twitter e YouTube. Revelou ainda que 27% dos usuários de redes sociais costumam usá-las para pesquisar uma marca e 17% para recomendá-la. O resultado mostra que, independentemente das políticas das empresas em relação ao meio digital, suas marcas já estão na rede, sendo avaliadas, criticadas ou elogiadas pelo consumidor que tem conta no Facebook ou no Twitter.

A maioria das corporações brasileiras que adota estratégias para o fenômeno das mídias sociais, segue um movimento já em curso no mundo, em que, “cada vez mais as empresas, com a assessoria das agências de marketing, estão trabalhando nas redes sociais para se relacionar com o consumidor”, segundo Alexandre Campos, consultor da consultoria IDC.
Para grande parte das companhias, o que prevalece é a gestão das redes sociais ficar a cargo das áreas de Marketing e Comunicação. E o papel do CIO? Para o diretor de Sistemas de Informação para América Latina da Rhodia, Fernando Birman, a TI oferece condições para que as áreas interessadas desenvolvam projetos relacionados às mídias sociais.

“Isso vale para rede social e qualquer outra iniciativa das unidades de negócios. Na Rhodia, é o negócio que ‘puxa’ os projetos. Eu entro como facilitador e incentivador da inovação”, diz Birman. Outro papel importante do CIO, segundo o executivo, é o de prospectar tendências.
Além disso, segundo a opinião de Birman, o setor de TI tem também a vantagem de orientar as outras que estão na linha de frente de relacionamento com as mídias sociais. “Uma empresa como a Rhodia, por exemplo, tem um conjunto de regras. Há políticas de comunicação, comportamento e informática. E mídia social uniu várias disciplinas. Na nossa área, a orientação em relação às boas práticas de informática ajuda”, diz.
O executivo esteve envolvido no projeto da empresa para redes sociais, cujo objetivo foi melhorar a aproximação com o consumidor final e dar mais visibilidade à Global Business Units Fibras (GBU), unidade produtora de fibras à base de poliamida usadas na confecção de roupas.

Embora a GBU não se relacione diretamente com o consumidor final, a unidade colocou a marca Rhodia nas mídias sociais para falar com comunidades que, de alguma forma, estão ligadas ao mundo da moda.
“A relação B2B pressupõe um número muito menor de interlocutores em comparação com uma companhia de B2C, que pode ter milhares, centenas de milhares de clientes. Isso leva às empresas que estão em determinada posição na cadeia produtiva a serem mais conservadoras em relação à comunicação e acabam não percebendo valor nas mídias sociais”, explica a gerente de Marketing da Rhodia Fibras, Elizabeth Haidar. Segundo ela, na Rhodia em determinados setores a aposta em redes sociais pode não ter sentido, não agregando valor.
Porém, o setor de fibras é diferente, em que a questão da mídia social passou a ser uma aposta do marketing, e foi uma extensão de uma política de comunicação que já se preocupava em fortalecer a marca antes do advento da era digital. “Temos uma tradição histórica de querer trabalhar a marca junto ao consumidor final. Com o aparecimento das mídias sociais, as observamos como algo importante estrategicamente”, afirma.

Segundo a gerente de Marketing, a mídia social colabora para que o cliente direto da Rhodia, em grande parte fabricante de vestuários, reforce junto ao consumidor final a qualidade da matéria-prima que seu produto emprega. A ideia foi trabalhar com toda a cadeia produtiva do setor têxtil.
A divisão de fibras da Rhodia começou a ser implementada utilizando o Twitter no final de 2009 – atualmente a empresa tem cerca de 12 mil seguidores. “No Twitter, chamávamos a atenção dos consumidores para buscar nos nossos portais para entender a tecnologia dos nossos produtos. O resultado foi muito bom em um intervalo de seis meses, o que nos levou a criar um blog, em 2010. Afinal, precisávamos de dar informações mais aprofundadas, já que o Twitter tem limitações de espaço.” A empresa acabou entrando também no Facebook, em abril de 2011.

De acordo com Elizabeth, o trabalho é feito por jornalistas que postam conteúdo que vão além de informações sobre a marca. “Um exemplo é o segmento esportivo. Postamos assuntos relacionados ao campo esportivo, para que o meu consumidor receba material útil para o dia a dia dele. Falamos de eventos, dicas para práticas esportivas e sobre hábitos alimentares. Ele nos segue não por causa da marca, mas porque recebe informações úteis.”
“Acho que a Rhodia, assim como outras empresas, ainda está aprendendo sobre o papel das redes sociais. Isso tornou-se uma prática”, afirma Birman. O executivo deve apostar agora na disseminação do sucesso da unidade de fibras para outras áreas da Rhodia. “O desafio será convencer outras pessoas do grupo a se aproximar das redes sociais.” Segundo ele, outro projeto da empresa é permitir o uso interno desses canais.
“O caminho já foi delineado. Se você quiser, pode aumentar a colaboração na própria organização, trazendo a mídia social para melhorar a comunicação com funcionários. Queremos fazer algo inovador com eles. Afinal, temos 1,5 mil usuários em potencial”, afirma, sem revelar detalhes de como será.

Maior empresa de cosméticos do Brasil, a Natura apostou numa estratégia diferente da grande maioria. Criou a diretoria de Internet e Mídia Digital que, atualmente, é liderada por Fábio Boucinhas. Segundo o executivo, com a iniciativa, a corporação prepara-se para o futuro, quando as mídias sociais terão papel fundamental nos negócios. “A criação dessa diretoria mostra a importância que a empresa dá aos meios digitais e às redes sociais. A Natura criou essa área com objetivo não só de pensar de forma mais holística sobre tudo o que é feito nos meios digitais, como também preparar a empresa para seu futuro e o de suas consultoras.”
Atuando no mercado de cosméticos por meio da venda direta, a Natura tem, segundo Boucinhas, presença multicanal para extrair o máximo dos meios digitais. Possui portais próprios voltados para diversas categorias de produtos, além de perfis no Facebook e Twitter e mantém canais no YouTube. Na relação com as consultoras, que vendem seus produtos, possui canais exclusivos de relacionamento.
“Penso que esses diferentes pontos de presença no meio digital tenham papel definido. Alguns precisam ser monitorados com o objetivo de medir o tempo em que as pessoas permanecem neles. No Facebook, por exemplo, a cada dia as empresas gastam mais tempo nele”, diz Boucinhas.

Ele acredita que, por essa razão, trata-se de uma das ferramentas mais importantes do ponto de vista de relacionamentos e utiliza outros canais, como o YouTube, como uma ferramenta dentro do Facebook. Já os portais próprios, segundo o executivo, têm importância para o relacionamento do consumidor com os produtos e acabam utilizando tanto o Facebook quanto o Twitter para gerar tráfego.
Para Boucinhas, o uso das mídias sociais como ferramentas cria uma “relação simbiótica” entre empresa e consumidor. Trabalhar com as mídias sociais, prossegue, é uma ciência nova, sob o ponto de vista de acompanhar o que ocorre na internet. “Você cria um relacionamento. Há um conjunto de métricas diferente do que estava acosutumado. É preciso ter uma equipe para acompanhar o que tem mais retorno, o que gera mais cliques, os assuntos mais comentados e potenciais crises.”
Boucinhas informa que a empresa tem uma célula de atendimento dedicada aos assuntos de redes sociais e que o retorno desse monitoramento acaba refletindo em várias áreas da Natura.
“Sou par de várias outras diretorias, inclusive TI. Minha área tem função horizontal na empresa, tratando de assuntos que podem remeter à área de atendimento ou à produção.” Em relação à área de TI, a parceria é importante na opinião do diretor. “Qualquer iniciativa nossa acaba na maioria das vezes envolvendo alguns sistemas legados. Há uma relação de interdependência com a TI.”

Um dos maiores fabricantes de pneus do mundo, a Pirelli estreou nas redes sociais em 2006, quando produziu um curta-metragem para ser veiculado no YouTube, a maior novidade da rede naquele ano. “A Pirelli está, há algum tempo, buscando com as mídias digitais um relacionamento com o consumidor, para conhecê-lo melhor. E para o desenvolvimento da marca”, afirma o gerente de Marketing para América Latina da Pirelli, Jan Telecki. A partir do primeiro sucesso no YouTube, a empresa tem inovado e diversificado a atuação nas mídias sociais.
Para fazer a varredura do que estão falando sobre automóveis, corridas e, obviamente, pneus, a Pirelli contratou a Media Contacts. Telecki destaca a forte interação entre as equipes das duas companhias. “Temos profissionais da Pirelli dentro da Media Contacts. São pessoas experientes no âmbito digital, dedicadas à comunicação e que vivem voltadas exclusivamente à rede social.
Outra empresa que tem nas mídias sociais um recurso importante para suas estratégias é a fabricante de caminhões Iveco, braço da italiana Fiat. O meio digital passou a ser protagonista justamente quando a empresa decidiu ser mais agressiva no mercado brasileiro.
No Brasil desde 1997, a organização concorre com marcas tradicionais que está há décadas no Brasil, como Ford, Mercedes Benz e Volkswagen. A partir de 2007, a Iveco investiu em uma total renovação da estratégia de marketing, na qual a inovação digital tem papel fundamental.

O objetivo era simplesmente melhorar a exposição da marca, tornando-a mais conhecida e aumentar o seu valor. Uma pesquisa, encomendada pela própria empresa, apontou que sua marca ainda estava em desenvolvimento no País.
Na estratégia de comunicação, a Iveco inovou em 2009, ao fazer o primeiro lançamento de caminhão via blog no Brasil, tendo como públicos jornalistas, clientes, potenciais compradores, concessionários e colaboradores da empresa. A iniciativa foi tão bem avaliada na companhia, que a página passou a ser o blog oficial da Iveco. A montadora também saiu à frente ao lançar o caminhão Tector Stradale exclusivamente pela internet, em agosto de 2009.
O uso das mídias sociais levou a Iveco a acompanhar as mudanças de tendências no mercado. Os consumidores de caminhões estão mais bem informados do que antes e houve ainda profissionalização do setor de transporte. “Atualmente, as empresas estão mais preparadas, por exemplo, para discutir custos operacionais, características técnicas de produtos, e melhor aplicação para os tipos de carreta”, informa o diretor de Comunicação da Iveco Latin America, Marco Piquini. Para ele, esse movimento tornou mais sofisticado o relacionamento com o consumidor, daí estar antenado com a mídia digital.
“Pretendemos cada vez mais fortalecer esse relacionamento por meio de pesquisa e atuação segmentada. Sabemos que o Orkut possui mais de mil comunidades referentes a caminhões. Qual tipo de discussão é abordado em torno da marca Iveco e de seus concorrentes?”, diz Hellen Santos, analista de Comunicação responsável pela Plataforma de Comunicação Digital Iveco.

Ela afirma que essas informações podem favorecer a empresa em mais uma fonte de melhoria constante de produtos, serviços e processos. “E, ainda, seguramente, trazer cada vez mais inovação e diferenciação para os produtos Iveco.” Em outubro, será lançada uma nova FanPage da Iveco no Facebook, para que o conteúdo da montadora seja melhor agregado à rede social.
Na Iveco, as análises das informações colhidas junto às mídias sociais são realizadas pelo departamento de Comunicação, no entanto, Piquini destaca a importância da Tecnologia da Informação para as áreas de negócios. “A área de TI é fundamental porque a tecnologia nesse campo muda a cada dia, evolui com rapidez impressionante e devem ter o suporte técnico para viabilizar as ideias e as necessidades”, relata Piquini, reforçando que a TI é vital também para contribuir com propostas e soluçõs técnicas que criem situações favoráveis para novos projetos.

Informação | ComputerWorld

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Brasil “produz” 19 milionários por dia, diz Forbes


Crescimento da economia do país e o bom momento de setores como varejo e construção civil ajudam a criar a fantástica fábrica de milionários


O crescimento da economia brasileira continua em ritmo forte, principalmente se comparado a economias da Europa e à dos Estados Unidos. E a boa fase, segundo a revista Forbes, tem permitido no país o surgimento de 19 novos milionários por dia desde 2007.
Fim de semana no Lago Paranoá, em Brasília
A boa fase da economia, que "produz" 19 milionários por dia, deve durar no mínimo mais três anos, segundo a Forbes
Dentre as explicações possíveis, a Forbes cita o consumo no Brasil, que ainda cresce com força. Este cenário econômico favorável faz com que empresas do varejo e indústrias também experimentem crescimento. “À medida que os negócios aumentam, seus donos enriquecem”.De acordo com a reportagem, o fenômeno deve se prolongar até meados desta década. “É provável que esta estatística se repita pelos próximos três anos, se as superpotências da América Latina continuarem a apresentar crescimento estelar de seu PIB”, diz o texto.
Outro motivo: a evolução dos indicadores sociais e a melhora na distribuição da renda. Estes dois fatos combinados contribuíram para engordar o faturamento não apenas de empresas do varejo, mas também das ligadas à saúde, ao mercado imobiliário e de construção, dentre outras. O resultado são mais milionários.
By Exame

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Privacidade: engenheiro cria monitor que só exibe imagens para o seu dono!

Processo de montagem pode ser feito por qualquer pessoa. Usuários que não usarem óculos especiais vão enxergar a tela em branco


Para aqueles que reclamam de pessoas que observam o que você está vendo enquanto utiliza o computador, uma solução desenvolvida por um engenheiro elétrico pode acabar de vez com esse incômodo. O inventor criou um "monitor de privacidade" que só exibe o conteúdo da tela através do uso de óculos especiais.

De acordo com o criador, o processo é bem simples e pode ser feito por qualquer usuário. O passo a passo, inclusive, foi postado no site Instructables, conhecido por trazer "receitas" para que os internautas possam executar experimentos em suas próprias casa. 

Em resumo, o processo consiste em desmontar um monitor LCD e retirar alguns filtros de luz. A partir de então, para enxergar algo na tela, será necessário utilizar óculos 3D - os mesmos utilizados em sessões de cinema. Mas eles também precisam ser alterados. O usuário vai utilizar o filtro retirado para fazer as novas lentes com esse material.

O tutorial completo pode ser visto aqui. Quem usar os óculos 3D personalizados poderão ver todo o conteúdo da tela através das lentes, enquanto as outras pessoas só vão enxergar uma tela em branco.

Sem dúvida, uma ótima forma de reutilizar o monitor, especialmente se ele for velho. Assista ao vídeo abaixo para ver a experiência em funcionamento.

Caso tenha medo de estragar o monitor com o passo a passo, você pode testar esse outro método. Nele, a sua webcam é utilizada para reconhecer qualquer intruso atrás de você. Assim que alguém aparece, as informações da tela são embaralhadas instantaneamente. Nós testamos e funciona mesmo!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Transforme a crise numa oportunidade para a sua vida


As crises por vezes entram nas nossas vidas, seja por más decisões nossas ou por situações alheias a nós, não importa o como, o que é certo é que todos nós inevitavelmente já passámos, estamos a passar ou passaremos por isso. As crises podem revestir-se de várias formas e graus de impacto. Revelam-se preocupantes, experiências não desejadas ou eventos que nos levam a sair da nossa zona de conforto. Normalmente, as crises resultam em algum tipo de perda. A própria natureza da crise é a antítese dos nossos principais valores de certeza e previsibilidade acerca da vida, fazendo com que eles desaparecem num instante. Gerando-nos indignação, mágoa, confusão, podendo empurrar-nos para a desesperança,ansiedadedepressão e tantos outros problemas psicológicos que possam emergir do abalo sentimental provocado pela crise.
crise mundial
Precisamos desesperadamente tentar restaurar a ordem nas nossas vidas, e reverter o caos que parece prevalecer. No entanto, se aprendermos a reformular a forma como vemos a crise, podemos realmente tirar proveito dela. Não quero transmitir a ideia de que as crises são bem vindas, ou que não deixam marcas e feridas abertas, levando a momentos de sofrimento extremo. Quero passar a mensagem de que depois do abalo, da derrocada e do impacto negativo que sentimos, que existe o potencial para podermos olhar a crise por outra perspetiva. Em psicologia, a quem consegue superar de forma positiva as crises de elevado impacto, aplica-se o termo: Crescimento Pós Traumático. Este crescimento pós traumático advém de uma mudança sísmica que nos impele à reestruturação do significado dos acontecimentos gerados pela própria crise. Este processo é tanto mais facilitado quanto mais noção ganharmos que deveremos aprender a parar de resistir à alteração indesejada. Quais são as formas que o crescimento pós-traumático toma?
O crescimento pós traumático tende a ocorrer em cinco áreas gerais:
  • Às vezes, as pessoas que enfrentam crises importantes na sua vida desenvolvem um sentimento de que novas oportunidades surgiram a partir da luta, abrindo possibilidades que não estavam presentes anteriormente.
  • A segunda área é uma mudança nas relações com os outros. Algumas pessoas experimentam relações mais estreitas com algumas pessoas específicas, podendo experimentar um aumento da sensação de conexão com outros que também sofrem ou sofreram.
  • Uma terceira área de possível mudança é um aumento da sensação das próprias forças: “se eu vivi isto, eu posso enfrentar qualquer coisa“.
  • Um quarto aspeto do crescimento pós-traumático vivido por algumas pessoas é um maior apreço pela vida em geral.
  • A quinta área envolve o domínio espiritual ou religioso. Alguns indivíduos experimentam um aprofundamento da sua vida espiritual, no entanto, este aprofundamento pode também envolver uma mudança significativa no nosso sistema de crenças.
A crise pode ser de natureza financeira, no relacionamento, saúde ou espiritual. Aquelas crises que emergem internamente tendem a ser de ordem relacional, psicológica ou emocional. Normalmente, tentamos evitar esses transtornos da melhor maneira possível. No entanto, as perturbações são, por vezes impostas em cima de nós pela natureza ou força das circunstâncias e não originadas por nós. Podemos sentir-nos como vítimas das circunstâncias, à medida que lutamos para agarrar a vida como a conhecemos.
Normalmente, a mudança e desenvolvimento pessoal requer a nossa motivação e intenção que nos serve como catalisador para a transição desejada. A crise, por outro lado, elimina a exigência de auto motivação, uma vez que nos coloca claramente fora da nossa zona familiar (fora da nossa zona de conforto). A crise, literalmente remove as fronteiras que nos têm circunscrito. É como que um tornado que  varreu tudo ao seu redor, e quando abrimos os nossos olhos, tudo mudou. O turbilhão coloca-nos bem além dos limites do conhecido. Perante este tipo de acontecimento,  nós normalmente queremos desesperadamente voltar para dentro da nossa zona de conforto. Mas, a crise impede essa opção. Não há como voltar atrás. Mas, é aí que reside a oportunidade.
Noutros artigos já publicados aqui na Escola Psicologia, tenho vindo a esclarecer e reforçar a ideia da resignificação de crenças acerca da vida e relativamente a um conjunto de atitudes, pensamentos e conceitos que refletem o lado trabalhoso, mas possível do desenvolvimento e crescimento pessoal, assim como da felicidade e bem-estar. Pode aprofundar esta temática na lista de artigos que se segue:

LIBERTE-SE

O crescimento e consequentes níveis de mudança só tendem a ocorrer quando estamos fora da nossa zona de conforto. Podemos referir-nos a isso como um abalo no equilíbrio equilíbrio emocional, onde a segurança e a previsibilidade já não reinam de forma suprema. Então podemos olhar a crise como uma bênção disfarçada, embora não seja desejada.
Steve Jobs podia ter-se sentido derrotado e auto vitimado, depois de ter sido demitido da Apple há muitos anos. Ele escolheu o contrário. Após a sua demissão, ele agarrou a crise pelos chifres, vendo oportunidade onde outros não conseguiram enxergar. Ele passou a liderar uma pequena empresa  de animação e transformou-a numa bem sucedida e conhecida marca:  a Pixar. Quando a Walt Disney comprou a Pixar em 2006, Jobs tornou-se imediatamente o maior accionista da Disney.
Moral da história: As mudança indesejadas acontecem. Olhe para além disso e abrace o desconforto.
A crise pode despoletar-se num momento instantâneo, e é algo que preferimos evitar. Mas, para alcançar uma auto capacitação requer a capacidade de conseguirmos olhar para lá desse instante perturbador e tentar visionar que porta é que se pode ter aberto para nós, ou que atitude positivaqueremos tomar face ao sucedido. No entanto, em algumas alturas da nossa vida se essa porta não se abrir, temos de ser nós a abri-la, temos de ser nós a criar a oportunidade, temos de ser nós a preparar o caminho que queremos percorrer.
A pessoa cujo cônjuge a deixou por outra pessoa, pode sentir-se traída e talvez de coração despedaçado. Depois passado algum tempo, porém, a pessoa pode de fato sentir-se liberta desse relacionamento desajustado e indigno. Isto é particularmente verdadeiro, se a pessoa evoluir através da perda para um novo relacionamento mais saudável e proveitoso.
Eu, acredito determinantemente que toda a crise apresenta uma nova oportunidade. Crise e oportunidade são apenas diferentes aspectos do processo de crescimento e desenvolvimento. Vamos focar-nos na crise e paralisar de medo, ou tentar perceber que oportunidades podem surgir ou emergir?
Vamos esclarecer-nos  de forma mais profunda sobre o fenómeno da crise:

CLARIFICANDO A CRISE

As crises tendem a apresentar-se como circunstâncias agudas ou crónicas. Por exemplo, estamos a atravessar uma revolução económica que está levando os Estados Unidos e a economia mundial a perturbações altamente voláteis, com a riqueza e empregos, literalmente, a desaparecer. Na vida da maioria das pessoas, esta é uma crise externa que está caindo sobre elas, normalmente, não tendo qualquer influência na sua própria criação. No entanto, através destas perdas, muitas pessoas têm vindo a refletir sobre os seus valores e escolhas e estão fazendo ajustes, devido à crise, tentado sair beneficiados desse fato.
Muitas são as pessoas que perdem tudo, e ficam temporariamente num estado de pânico. No entanto, muitos são também os que reagem, e agem fazendo coisas no sentido de restabeleceram a sua situação, criando trabalhos alternativos e saindo-se muito bem, depois de terem sido afetados por um terrível abalo na forma de olhar a vida.
Um problema de saúde inesperado ou a morte de um ente querido pode trazer ansiedade e/ou sentimento de perda. Por mais doloroso e stressante que estes desafios e perdas possam ser, a oportunidade de estar no momento e valorizar a vida de uma perspectiva diferente pode prevalecer.
As crises crónicas são mais pessoais, como se elas se manifestassem recorrentemente ao longo da vida. Lutas consecutivas no relacionamento ou batalhas com a auto estima ou depressão tendem a recorrer ao longo da vida. Estes padrões comportamentais são repetidos nas mini-crises, aguardando uma resolução mais eficaz. Aprender a olhar para os padrões comportamentais insatisfatórios, ajudará a desenvolver um ponto de vantagem a partir do qual você pode quebrar isso, e esforçar-se por implementar uma atitude positiva que lhe permite chegar a soluções que lhe sirvam. Por outras palavras, quais são as histórias recorrentes da sua vida? Qual é a sua participação nesta história? Que asneiras tem feito e repetido, que o impedem de chegar onde pretende?
Para aprofundar este assunto pondere ler os artigos:
Da mesma forma, dificuldades de relacionamento tendem a auto perpetuar-se, até que um ponto de inflexão é atingido. Muitas vezes, a crise de relacionamento lança o casal num novo território, saem da sua zona de conforto onde o crescimento pode finalmente ser alcançado. Suportar a dor durante a crise pode realmente permitir  alguns ganhos. Por exemplo, a infidelidade pode ser uma experiência horrível, mas também pode abrir a porta para um exame mais autêntico do casamento e a possibilidade de uma resolução de esperança. O casal pode tomar consciência de um conjunto de questões sobre as quais nunca se tinham debruçado, e daí emergir um melhor e maior entendimento, transformando o relacionamento de uma forma saudável.
oportunidade

ONDE PAIRA A OPORTUNIDADE

Vamos embrenhar-nos um pouco mais fundo na oportunidade que prevalece através destas dificuldades. A crise pode ser definida como um ponto de viragem. Podemos então considerar o seguinte: “Um ponto de viragem face a quê?” É numa contemplação não reativa que podemos optar por buscar a oportunidade. Esta potencialidade torna-se obscura quando estamos atolados na perda daquilo que nos é familiar em oposição a aventurar-nos no novo. Este ponto de inflexão é precisamente onde ocorre a transformação.
Vamos olhar para o potencial da mudança, ou vamos focar-nos naquilo que perdemos? A sua resposta revela o seu relacionamento entre perda e oportunidade. Em última análise, a questão que importa responder é se escolhemos paralisar-nos pelo pânico do desconhecido ou procurarmos a oportunidade que pode emergir da exploração do território novo que se está revelando para nós? O estado de paralisia representa o aparecimento da ansiedade e do evitamento, a procura da oportunidade representa o crescimento.
Dica: Liberte o seu apego à perda e abrace o seu relacionamento com a oportunidade.
A única constante no universo é o fluxo, é a mudança. O que chamamos de crise é simplesmente a ocorrência da mudança. Nós não somos os mestres da mudança, se nos desapegarmos da nossa necessidade de controlá-la, podemos surfar as suas ondas e, muitas vezes transformá-la em oportunidade.
Como George Harrison cantava, “O nascer do sol não dura toda a manhã.” A mudança acontece. Prepara-se para isso.
Abraço

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

"Sped Fiscal: NF- e ficará mais rigoroso á partir de 10/12/11"





               A Escrituração Fiscal Digital - EFD é um arquivo digital, que se constitui de um conjunto de escriturações de documentos fiscais e de outras informações de interesse dos fiscos das unidades federadas e da Secretaria da Receita Federal do Brasil, bem como de registros de apuração de impostos referentes às operações e prestações praticadas pelo contribuinte.
Este arquivo deverá ser assinado digitalmente e transmitido, via Internet, ao ambiente Sped.
                  A partir de sua base de dados, a empresa deverá gerar um arquivo digital de acordo com leiaute estabelecido em Ato COTEPE, informando todos os documentos fiscais e outras informações de interesse dos fiscos federal e estadual, referentes ao período de apuração dos impostos ICMS e IPI. Este arquivo deverá ser submetido à importação e validação pelo Programa Validador e Assinador (PVA) fornecido pelo Sped.
             Em linhas gerais, este consiste na modernização da sistemática atual do cumprimento das obrigações acessórias, transmitidas pelos contribuintes às administrações tributárias e aos órgãos fiscalizadores, utilizando-se da certificação digital para fins de assinatura dos documentos eletrônicos, garantindo assim a validade jurídica dos mesmos apenas na sua forma digital.  
              Em seus pontos, possibilita com as parcerias fisco-empresas, planejamento e identificação de soluções antecipadas no cumprimento das obrigações acessórias, em face às exigências a serem requeridas pelas administrações tributárias, faz com que a efetiva participação dos contribuintes na definição dos meios de atendimento às obrigações tributárias acessórias exigidas pela legislação tributária contribua para aprimorar esses mecanismos e confira a esses instrumentos maior grau de legitimidade social.
              Ao final de 2011 se fará ainda mais rigoroso pois procurará estabelecer um novo tipo de relacionamento, baseado na transparência mútua , com reflexos positivos para toda a sociedade.



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