terça-feira, 21 de maio de 2013

Administração Financeira e sua Importância na Empresa


As principais funções da administração financeira e as primeiras providências que a empresa deve tomar em relação às finanças.
 A gestão financeira são ações e procedimentos administrativos que envolvem o planejamento, a análise e o controle das atividades financeiras da empresa. O objetivo da gestão financeira é melhorar os resultados apresentados pela empresa e aumentar o valor do patrimônio por meio da geração de lucro líquido proveniente das atividades operacionais. No entanto, é muito comum que empresas deixem de realizar uma adequada gestão financeira.  
Uma correta administração financeira permite que se visualize a atual situação da empresa. Registros adequados permitem análises e colaboram com o planejamento para aperfeiçoar resultados.
A falta da administração financeira adequada pode causar os seguintes problemas:
1. Não ter as informações corretas sobre saldo do caixa, valor dos estoques das mercadorias, valor das contas a receber e das contas a pagar, volume das despesas fixas e financeiras. Isso ocorre porque não é feito o registro adequado das transações realizadas;
2. Não saber se a empresa está tendo lucro ou prejuízo em suas atividades operacionais, porque não é elaborado o demonstrativo de resultados;
3. Não calcular corretamente o preço de venda, porque não são conhecidos seus custos e despesas;
4. Não conhecer corretamente o volume e a origem dos recebimentos, bem como o volume e o destino dos pagamentos, porque não é elaborado um fluxo de caixa, um controle do movimento diário do caixa;
5. Não saber o valor patrimonial da empresa, porque não é elaborado o balanço patrimonial;
6. Não saber quanto os sócios retiram de pró-labore, porque não é estabelecido um valor fixo para a remuneração dos sócios;
7. Não saber administrar corretamente o capital de giro da empresa, porque o ciclo financeiro de suas operações não é conhecido;
8. Não fazer análise e planejamento financeiro da empresa, porque não existe um sistema de informações gerenciais (fluxo de caixa, demonstrativo de resultados e balanço patrimonial).
            Muitas empresas do setor têxtil e confecções começam com pessoas que trabalham ou trabalharam em outras empresas da área, ou que têm habilidades e conhecimento de produção. Isso acontece também em outros setores da economia. Poucas pessoas têm experiência em administração financeira, e isso interfere nos resultados. Muitas vezes, as atividades são iniciadas com pequena dimensão e, conforme os negócios se desenvolvem, a administração financeira não acompanha o crescimento da empresa porque os gestores não têm conhecimentos necessários nesta área de gestão e se envolvem excessivamente com a produção.
As principais funções da administração financeira são:
a) Análise e planejamento financeiro: analisar os resultados financeiros e planejar ações necessárias para obter melhorias;
b) A boa utilização dos recursos financeiros: analisar e negociar a captação dos recursos financeiros necessários, bem como a aplicação dos recursos financeiros disponíveis;
c) Crédito e cobrança: analisar a concessão de crédito aos clientes e administrar o recebimento dos créditos concedidos;
d) Caixa: efetuar os recebimentos e os pagamentos, controlando o saldo de caixa;
e) Contas a receber e a pagar: controlar as contas a receber relativas às vendas a prazo e contas a pagar relativas às compras a prazo, impostos e despesas operacionais;
As primeiras providências que a empresa deve tomar em relação às finanças são:
i)  Organizar os registros e conferir se todos os documentos estão sendo devidamente controlados.
ii) Acompanhar as contas a pagar e a receber, montando um fluxo de pagamentos e recebimentos;
iii) Controlar o movimento de caixa e os controles bancários.
iv) Classificar custos e despesas em fixos e variáveis.
v) Definir a retirada dos sócios;
vi) Fazer previsão de vendas e de fluxo de caixa.
vii) Acompanhar a evolução do patrimônio da empresa, conhecer lucratividade e rentabilidade.
                   Tem um antigo ditado que diz: "Dinheiro não aceita desaforo". Se na vida pessoal este ditado popular deve ser observado na íntegra, na vida da empresa, esta filosofia deve ser exponenciada. Afinal, se você tem dificuldades em administrar financeiramente a vida de um corpo, imagina de uma corporação.
                       Pensamento para reflexão: 
   1. Você conhece algum empresa com dificuldades financeiras na vida pessoal e muito bem na vida profissional ou vice-versa?
       2. Será que o 'desmazelo' financeiro é inerente à pessoa e não ao negócio?
       3. Pessoas que endividam suas empresas, geralmente não estão endividadas na vida real?

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Os 4Fs da Administração Moderna


Os 4Fs que vão mudar a sua Vida

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Não se preocupe em encontrar tempo para chorar por mim, ou encontrar palavras para falar por mim, ou energia para brigar por mim, apenas tire esse monte de LIXO de perto de mim.
Em 1959, um consultor tiozinho chamado Philip Kotler percebeu que 4 fatores diferentes de negócios quando alinhados com os planetas do sistema solar e as nebulosas de Capricórnio fazem uma empresa funcionar, eram eles: Preço, Produto, Propaganda e Ponto de Venda, os famosos 4Ps do Marketing.
Realmente, se o seu problema é fazer uma empresa funcionar, os 4Ps são o bicho. Basta definir a política de preços – olhando os custos da empresa ou os preços da concorrência; contratar uma bela agência de publicidade cheia de estagiárias boazudas com prêmios conquistados em Cannes para vomitar propaganda para cima do público-alvo; fabricar o produto na China ou no Brás via os bolivianos escravizados por uma ou outra rede de lojas de shopping; e colocar os produtos para vender nos principais canais de distribuição do Brasil, onde bola, luvas, fee, comissão, mensalão são o pedágio necessário para furar o bloqueio do mercado.
De lá para cá, um monte de consultores gringos e brazucas percebendo o filão de mercado inventando pelo Kotler – teorias que ninguém coloca em prática – criaram os 6Ps, 8Ps, 10Ps, 10Js, 5As, 15Ws, blá blá blá.
Agora, é a minha vez.
Baseados em estudos profundos realizados com 7.698 profissionais do alto escalão de 5.464 mega corporations e empresas emergentes que mais crescem em 79 países pelo mundo, e contando com o apoio do Instituto de Qualidade para a Excelência Corporativa, da Associação para a Sustentabilidade do Meio Ambiente Empresarial, e da ONG para os Direitos dos CEOs e Gurus Aposentados, eu descobri quais são os 4Fs críticos para o sucesso na Vida e no Trabalho.
São eles:
1. FOCO! Para quê perder tempo fazendo análise dos 4Ps de marketing sobre produtos que você não gosta, para vender o que você não sabe, para pessoas que não te valorizam? Você deveria fazer o que você gosta MUITO baseado no que você conhece UM POUCO e que tem uma GRANDE possibilidade de crescimento. 20% de tudo que você faz na vida traz 80% dos resultados que você consegue. E 30% de tudo que você faz na vida, debaixo para cima (em um gráfico), traz prejuízos imensos para a empresa. 30% dos vendedores, 30% dos produtos, 30% dos processos, 30% dos sistemas, 30% do seu web site,  30% da missão corporativa da sua empresa não servem para absolutamente nada, a não ser confundir a cabeça das pessoas sobre qual é afinal o FOCO da empresa. Foco é tudo na vida!
2. FÉ! O mundo corporativo como o próprio nome diz trata-se de um corpo de coisas. Sem alma, sem paixão, sem compromisso com a Vida. 99% da galera trabalha alucinada fazendo coisas baseadas em fatos e não crenças e valores. Curiosamente, a meritocracia é o sistema ideal para a corrupção existir. Métricas de performance, índices de desempenho, planilhas de fluxo de caixas e sistemas de análises de qualquer coisa são forjadas todos os dias para atender a meritocracia corporativa. Meritocracia não é a saída para nada, é o buraco de tudo. 
A meritocracia não valoriza as pessoas. No mundo que eu quero ajudar a construir as pessoas JÁ são valorizadas por aquilo que fizeram para outras pessoas e não precisam da meritocracia para fazer acontecer. Meritocracia é um sistema legalzinho para fazer as pessoas terem vontade de trabalhar para o sistema. Tá tudo errado!
Na meritocracia, quem está por cima cria o tempo todo novos índices de performance que detonam qualquer possibilidade de mobilidade de “classe”. Segundo o mundo meritocrata, as coisas só vão melhorar daqui 50 anos. Enquanto isso, o poder dos bancos e dos governos aumenta todos os dias, e a desigualdade entre as pessoas também.  
O que é melhor do que a meritocracia?
Um mundo sem qualquer tipo de liderança com completa aversão as hierarquias, e onde todos os participantes trabalham pela igualdade de oportunidades e com amor pelo que fazem.
Ninguém deveria precisar de Deus, ou do Chefe, ou do Presidente ou do Papa para fazer o bem. 
3. FORÇA! Sabe porque as pessoas ainda marcam reuniões com pessoas que trabalham em outras empresas? Porque as reuniões com gente de fora são uma válvula de escape para a chatice que as pessoas vivem imersas todos os dias. 80% do dia-a-dia de 80% das pessoas é pura chatice. Gente chata discutindo coisas chatas que não levam a lugar algum. As reuniões externas são uma oportunidade de conhecer pessoas mais interessantes do que os colegas de trabalho, os chefes e os funcionários. Infelizmente, nem sempre encontramos alguém suuuuuper interessante nas reuniões com outras pessoas de fora.
Sabe porque as empresas são chatas?
Porque quase ninguém tem coragem de colocar o dedo nas feridas da empresa e encarar os problemas de frente.
Uma empresa sem conflitos, porrada, discussão sobre temas críticos, decisões difíceis e escolhas complexas são um saco. O F da FORÇA significa CORAGEM, coragem para falar tudo que é preciso ser falado, e mexer em todas as feridas que são necessárias até elas se fecharem. Se ninguém mexer nas feridas abertas, como você acha que vamos fechá-las?
Por último mas não menos importante, o 4 F é:
4. FODA-SE! Foda-se o que os outros vão pensar. Foda-se se vai dar errado. Foda-se se vamos passar vergonha. Foda-se se alguém vai ficar bravo. Foda-se se vai demorar. Foda-se se alguém é melhor do que você. Foda-se se você é pior do que alguém. Foda-se se não temos todos os recursos para competir com a concorrência. Foda-se que não temos estrutura para atacar o mercado X. Foda-se que não conhecemos direito como funcionam as coisas. Foda-se que podemos quebrar a cara. Foda-se a concorrência. Foda-se se faltam fatos para embasar nossas decisões. Foda-se se o guru supra-sumo do planeta aponta para a esquerda. Foda-se se o Sai Baba pediu para você ajoelhar. Foda-se os políticos. Foda-se os corruptos. Foda-se as coisas erradas, foda-se os ignorantes e medrosos. Foda-se todas as pessoas que NÃO QUEREM se divertir. Foda-se! VOCÊ VAI FAZER. Você vai dar a cara para bater, você vai colocar ALMA na empresa, FOCO nas tarefas e FORÇA nas reuniões.
É claro que os 4Fs não são fáceis de colocar em prática; aqueles que tem medo de tomar decisões difíceis vão sabotar qualquer ideia de foco, aqueles que acreditam em meritocracia não permitirão que você invista em novas e emergentes idéias e pessoas, e aqueles que tem medo de colocar o dedo nas feridas da empresa vão evitar as perguntas difíceis.
Foda-se!
As melhores idéias da sua empresa não vão ver a luz do dia a não ser que você lute contra todos os processos feitos pela galera que comanda os processos, ou pela galera que segue os processos.
Se você não for amado ou odiado; se você não for chamado de arrogante; se você não for chamado de desinteressado; se ninguém ficar bravo com o que você diz, você não estará se esforçando o suficiente para mudar o mundo para melhor. 
Foco no que você acredita com coragem para se arriscar.
NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!
QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Adivinho? Não... Matemático!!!


Sinceramente eu me considero um brasileiro ufanista e apaixonado pelo meu país. Adoro as pessoas, as paisagens, a economia, mas as diretrizes macroeconômicas do país não! Sai presidente, entra presidente e a ladainha é sempre a mesma... Os pobres... o povo... a educação... a saúde... e não sai disso. E o nosso país piorando economicamente. A pobreza está na deterioração da classe média. Felizmente esta afirmação já é observada no discurso do debate de Obama e Romney. TEMOS que ser a quinta maior economia do mundo, por que tempos a quinta maior população do mundo. E hoje, o consumo das maiores economias, de maneira bastante indireta, deve estar atrelado às maiores populações.
Parece que recebemos uma praga ao compor o nosso maravilhoso hino nacional onde, de maneira determinística registraram: “deitado eternamente...”.  E ainda estamos deitados.  Veja pelo gráfico abaixo que o crescimento do PIB brasileiro vem a passos milimétricos e levando-se em consideração o crescimento vegetativo da população. Nosso crescimento econômico será sempre pífio.
Gosto da gestão presidencial da Dilma mais do que Vargas, mas foi Fernando Henrique quem fez mais pelo nosso crescimento que os demais. Agora Juscelino e Lula foram podres.


Repare que apenas 3 séries sobem: A de 1947 a 1949, quando começou a ser analisada e diga-se de passagem os maiores das séries. A da década de 90 que obteve uma alavancagem excepcional, e na década de 2010 que estamos pelo menos andando de lado. No fim da década de 40, o então presidente e militar Dutra, que economicamente aumentou o valor da moeda em relação ao dólar americano e gerenciou com mão-de-ferro os salários e os sindicatos de Vargas, com isso conseguiu um recorde do Consumo Final do PIB em pontos percentuais.
Na década de 90 registramos uma grande recessão econômica com o Plano Collor II (vermelho) e uma continuada queda do PIB. Somente no fim do governo do Itamar (amarelo) e o seu então sociólogo Fernando Henrique no ministério da fazenda foi que houve um crescimento assustador do PIB e perdurou até o fim do mandato do presidente Fernando Henrique (azul), que, economicamente falando, ele foi “O Cara” para o Brasil. Não sou político e nem tenho aspirações a ser. Apenas torço para que o meu país cresça e se posicione realmente aonde ele deveria estar.
Todas as vezes que Lula (gestão em vermelho no próximo gráfico) se candidatou à presidência eu votei nele. Quase desisti, mas votei! E depois de praticamente uma década no poder a gente percebe que esse presidente não agregou nada à economia brasileira, a não ser o jeito marketeiro que ele deve ter aprendido com as agências de marketing que o colocou na presidência. Tudo bem que em 2008 a culpa não foi dele. Mas este seu argumento fica pior, pois demonstrou que hoje o país está à mercê da economia mundial. Diferente da China, Rússia, México, Índia, até mesmo da África do Sul. Dá uma olhadinha no PIB da Angola!!! Por favor, não vá chorar... Aquilo tudo é verdade mesmo. E todos estes países citados vão na contramão da economia mundial.
O fato é que, exceto na década de 90, em todas as outras décadas estamos sempre com o indicador de Consumo Final piorando. Sempre do começo da década para o fim. Se a gente fazer uma média de 1947, 1957, 1967, 1977 até 2007 o resultado vai ser o do gráfico da Média Histórica, o que pressupõe que a economia do Brasil aquece somente no início das décadas apresentando fortes sinais de recessão nos anos intermediários da década (veja a linha de tendência pontilhada). Então preste bem atenção na adivinhação do Pai Waguim: "Pela análise do gráfico abaixo, teremos um resultado bom apenas até o ano de 2012, de maneira estável  economicamente, depois o PIB Brasileiro despencará até 2015. Em  2016 teremos certo crescimento no PIB, mas nunca como os de 2010, 2011 e 2012. E depois disso é apenas aguardar o fim da década para um próximo ciclo de crescimento do país. Quem viver verá!". Aposto como a sua vida financeira e a da sua empresa estão atreladas neste ciclo. Moral da História: Os próximos anos prósperos acontecerá somente em 2020. Alguém discorda???



terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Marketing Digital: Do limão uma limonada


No blog do meu amigo Carlos Gomes ele postou esta pérola da chamada "volta por cima". Mostrando como as Redes Sociais estreitam, explicam e até medem o termômetro da satisfação dos seus clientes. Veja este excelente caso. Todo em aspas:

Essa semana tive ciência de um ‘case’ muito legal.
Os consumidores como tem acontecido já faz algum tempo, desde que as redes sociais cresceram e
ganharam na importância, tem sido cruéis com algumas marcas (no bom sentido).

Uma vez que o alcance de nossas palavras/voz nas redes sociais, são amplificadas de maneira jamais vista,
grupos homogêneos se formam e nós ficamos fortes e muitas empresas morrem de medo do que falamos e compartilhamos, muito por não saber como lidar com os imprevistos.

Essa nova era, causou mudanças significativas nas áreas de comunicação e marketing das empresas, que
precisam pensar, repensar, pesar e planejar e pensar mais, antes de responder alguma provocação ou até
mesmo uma brincadeira ou uma trolada.

Nesse caso que trago para vocês, eu particularmente já tinha discutido com amigos, familiares e brincávamos muito com um produto especifico – Batata Ruffles.

Quem já comprou esse produto, quando pega na embalagem, sente ela inchada, bem ampla. Quando se chega em casa e abre um pacote, você percebe que as maravilhosas batatinhas se reservam na parte de baixo do pacote somente.

Isso sempre causou uma frustração, principalmente por ser um produto maravilhoso e bem gostoso. A
Pepsico, claro não tem culpa alguma, identifica a quantidade no pacote e tudo mais.

Agora avance no tempo. A Ruffles fez uma fan page no Facebook, logo…veio trollagem.
E veio de muitas formas organizadas, piadas, reclamações e até montagens, como estas abaixo, que ficaram
Incríveis.


Qual a postura da empresa? Bater de frente com o pessoal? Excluir comentário? Tirar do ar a fan page?

Lógico que não, empresa moderna e esperta que é, respondeu a altura, e de maneira brilhante.
Explicou, prestou serviço, brincou, usou ironia na medida certa e aceitável…resultado? Puta sucesso, a galera adorou. E lógico, virou post em vários blogs.

Essa é a postura 2.0. Marcas modernas, indo para a cova dos leões, não se matando com eles, mas
aprendendo, educando, brincando e crescendo junto com eles.

Parabéns para a equipe Pepsico, brilhante trabalho, um case para ser seguido.

Vi no – http://www.blogdobg.com.br/2012/01/ruffles-surpreende-e-responde-piadinhas-de-saco-de-ar-que-circulava-das-redes-sociais/

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Desaceleramos o futuro?


Estamos vivendo um momento histórico nunca visto com esta punjância na humanidade. O momento mais próximo que tivemos foi quando o Sr. Johannes Gutenberg, resolveu publicar indiscriminadamente e inadivertidademente livros e mais livros, provocando uma enxurrada de informações, opiniões e tendências que culminou no momento da história denominada de Iluminismo . Este pequeno espasmo de boa intenção de Gutemberg inundou o mundo com informações e opiniões das mais inusitadas possíveis. E começaram a florar inicialmente a Religião, com a impressão da Bíblia, até então sob o poder da igreja católica, e em seguida desabrocharam a Filosofia, a Física, a Química, a Cartografia, posteriormente com o nome de Geografia, e nesta esteira de luz, várias outras ciências como a Militar, com os princípios da Logística, até Frederick Taylor da Ciência da Administração, inspirado pelo livro de Adms Smith entre vários outros pais e padrastos de novas ciências e novos livros que geraram novos livros e vai por aí a fora. O momento era lindo, era iluminado, da arte ao ocultismo, tudo estava claro.
Com o advento da internet, a nova imprensa virtual, começou o que eu denominaria com o “Novo Iluminismo”. Na música, no exoterismo (com “x” de externo às bibliotecas controladas), as confecções de bombas, as missas online, aos jornais, nos livros, as mensagens de esperança, as indicações médicas, as apostilas e tudo mais. Imaginem depois de 30 minutos da morte de Bin Laden, antes da casa branca, mais de cinco milhões de pessoas já sabiam. O twetter chegou primeiro que a tecnologia militar narcisista americana.
No Novo Iluminismo, a tecnologia supera qualquer futurólogo de plantão. Veja como os seus clientes vão comprar aqui no Brasil em 2017. O Google, em setembro de 2011, criou para os americanos e cliente da Citi Mastercard, através dos seus Smart Phones, a compra será quase como um passe de mágica.

No Japão, já tem a casa de vidro, onde praticamente os objetos antes considerados domésticos que se interagem com você. Já existem carros que você escolhe a posição dos equipamentos no painel de forma digital. Nestes carros você pode colocar o velocímetro a direita ou a esquerda, com um tamanho menor ou maior, ou até mesmo suprimir um indicador.

Porém o que me deixa chateado é que, com a nova legislação de proibição dos downloads, apaga-se o Novo Iluminismo. Desacelera-se o conhecimento. Lógico que não sou contra os direitos autorais. Sou contra a exploração financeira da arte, da religião, da ciência.
Quanto você paga para repetir as leis de Newton? Será que Einstein fez alguma fórmula mágica para cobrar os direitos autorais de suas descobertas alemãs? O que eu sei é que os foguetes que foram para a lua, tanto da União Soviética, quanto a dos Estados Unidos, eram de cientistas alemães. Estes diretos foram pagos? Para os cientistas ou para a Alemanha? Imagine se Gutemberg resolve cobrar direitos autorais sobre o seus livros. Ele cobrava sim sobre os custos da confecção, não da exploração da informação. Tanto a cultura, quanto o conhecimento é um Dom. Dom e dádiva. Dádiva vem de doação. Se foi dado a você este Dom, com “D” maiúsculo, então este dom não é seu, é doação. E como tal convém passa-lo adiante também em forma de doação. O mundo não ficará melhor de outra forma.
O que se pode esperar com estes movimentos mercenários é simplesmente o desligamento da energia do Novo Iluminismo. Apaga-se mais uma luz. Aliás, talvez eu devesse cobrar de vocês a leitura deste artigo. Se fizesse isso talvez ninguém o leria. E por consequência não teriam esta visão em particular. Preste bem atenção. O ato da “ditadura do download” pode ferir seriamente a música, a religião, a liberdade de expressão, e etecetera. Pergunte ao Justin Biber () que foi descoberto pelo YouTube, e a vários outros comediantes do Stand Up nacional e internacional o que eles fariam sem esta ferramenta de desrespeito aos direitos autorais.
É como esta acontecendo na Argentina. Se a notícia é ruim... melhor matar o carteiro. A imprensa vem rodando no mesmo bueiro. Não se vê mais as caras das pessoas em reportagens. Somente mosaicos. Hoje, compramos TVes de LED com som estéreo, para observarmos as pessoas embaçadas e com você do Muppet Show. Esta falta de liberdade de divulgação, com certeza desacelera-se o conhecimento e a democracia num desespero de obter mais recursos financeiros para financiar um modelo econômico já falido, morto e mau enterrado. Que jaz com o comunismo. Só se esqueceu de deitar.
Todos estes links foram apontados pelo Wikipedia o maior ícone do “Novo Iluminismo”, apenas para apontar como o conhecimento deve ser distribuído de forma gratuita e participativa. Com um Dom. Como uma Dádiva.



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